Rede dos Conselhos de Medicina
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Discurso de despedida

Senhoras e Senhores, Boa noite!

Em primeiro lugar congratulo os nobres colegas que assumem este entidade médica, na pessoa do Dr. Tomé Rabelo. É com muita honra que participo desta posse como ex-presidente e gostaria falar sobre nossa atuação...

Antes seria importante lembrarmos a todos, as funções das nossas entidades médicas.

A parte Associativista/Sociedades Médicas seria a defesa da qualidade de atenção médica no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento da Medicina e a valorização do médico.

Para promover, valorizar e defender o médico e a medicina no estado, com independência e autonomia temos o Sindicato dos Médicos – nosso SIMED.

Regulamentado pela Lei 3268/57 o CFM e os CRM’S são os órgãos supervisores da Ética Profissional em toda a República e ao mesmo tempo, JULGADORES E DISCIPLINADORES/FISCALIZADORES da classe médica, cabendo-lhes Zelar e Trabalhar por todos os meios ao seu alcance, pelo perfeito desempenho ético da medicina.

Os colegas médicos/as que assumem a função de CONSELHEIROS neste momento tem que entenderem, que apesar de se ouvir muito sobre o “CORPORATIVISMO” (Algo que tem que estar 100% no ideal SINDICAL) pelo contrário, os Conselhos De Medicina defendem “A SOCIEDADE” (entenda-se o nosso paciente) e os “BONS MÉDICOS”, que posso lhes garantirem: são “A MAIORIA”.

Toda vez que forem instados para avaliarem um suposto “ERRO” no desempenho do nosso trabalho médico os senhores terão que conduzirem com isenção, serem transparentes, “NÃO CORPORATIVISTAS” para dar uma resposta da maneira que a sociedade almeja.

MUITAS, MUITAS vezes estarão frente a frente com colegas que coincidentemente trabalham próximos a vocês... E mesmo assim terão que avaliar o que ocorreu naquele “CASO MÉDICO”.

Estou tranquilo ... tenho certeza que farão ... DESTA MANEIRA..

Porém, senão o fizerem; poderão a partir de agora incorrerem em um CRIME FUNCIONAL – O DA “PREVARICAÇÃO” (deixar de praticar ou praticar indevidamente ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei para satisfazer interesse ou sentimento pessoal)”.

Código Penal Brasileiro, artigo 319, pena detenção de 03 a 01 ano detenção mais multa.

SENHORES/SENHORAS novos conselheiros, a partir dos próximos 60 meses este pensamento deve pautar as ações perante o “INTENSO TRABALHO” quando forem nomeados pela “CORREGEDORIA”.

Enquanto estive a frente desta casa, sempre levantamos a bandeira de que “A SAÚDE” não tem cor “PARTIDÁRIA”, ela é “SUPRAPARTIDÁRIA”. E não vestimos a camisa de nenhuma ideologia, que não fosse “MÉDICA”, não vestimos a camisa de nenhum partido político. Nestes cinco anos sentamos com todos os gestores municipais e estaduais e cobramos melhor atenção á saúde e aos médicos. “NÃO NOS FURTARMOS EM NENHUM MINUTO”.

Implantamos ou melhoramos algumas ações e projetos importantes na nossa gestão, À interiorização do CRM-TO, com visitas a todas as regiões do Estado levando informações, visitando unidades de saúde e hospitais, atendendo colegas médicos e levantando a pauta das dificuldades, ou seja, os gargalos enfrentados no interior.

Realizamos importantes fóruns de debates, buscando democratizar a informação, foram vários temas, “A Judicialização da Saúde”, “Abertura de Escolas Médicas”, “Terceirização da Saúde” e o “Aborto” foram os temas pautados e discutidos pelo Conselho com profissionais da saúde e a sociedade.

A educação médica continuada também foi outra ação de sucesso na gestão que tive a honra de presidir, sempre tivemos a preocupação com a melhoria do conhecimento médico nas mais variadas especialidades, estimulamos o aprendizado continuado por meio da Educação Médica e assim capacitamos gratuitamente mais de mil médicos do Estado, envolvemos mais de 80 profissionais que se dispuseram a dividir seus conhecimentos com os demais profissionais do Tocantins.

O problema da Abertura de Escolas Médicas no Tocantins teve atenção especial nossa. Foi uma preocupação latente, não com a ‘RESERVA DE MERCADO” como as vezes é noticiado; mas sim pela qualidade da formação acadêmica, a falta de estrutura destas faculdades. Por muitas vezes tornamos público a nossa contrariedade com essas falhas e com a falta de conhecimento das autoridades, em relação à legislação e políticas públicas consistentes que embasassem a proliferação de cursos.

Mostramos ao Governo de Estado, diga-se “SESAU” que necessitávamos e buscaríamos sempre um “PROGRAMA DE GOVERNO PARA A SAÚDE”, uma politica de Gestão na Sáude E NÃO uma Política Partidária na Saúde.

Temos além de conselheiro, também como cidadãos; de “COBRAR” de nossos GESTORES como ficará nossa SAÚDE nos próximos 15 – 20 anos e não apenas durante o mandato do Partido A, B ou C.

Com isto quem ganhara? Será a sociedade – o nosso paciente que depende do SUS.

Expressiva parcela de empresários do “ensino superior” nem um pouco comprometidos com a assistência em saúde aos cidadãos, continuam fundamentando a enxurrada de novos cursos de medicina com argumentos tendenciosos.

Fala-se, por exemplo, que há falta de médicos no Brasil. O fato é que não há falta de médicos. Há falta de respeito, de estrutura no interior e de uma relação de trabalho coerente, ou seja, de plano de cargo carreiras e salário, de incentivos reais para manter o médico no interior.

Agora no final da nossa gestão ainda passamos pelo desgastante “Programa Mais Médicos” que desrespeitou a legislação brasileira e consequentemente a exigências que os conselhos de medicina de todo o país tem para acompanhar e fiscalizar o trabalho do Médico.

Como ex-presidente desta entidade que atuei por 20 anos queria aproveitar este momento oportuno para agradecer a todos e dizer que estive sempre pautado pela missão deste conselho que é buscar o exercício ético e profissional da medicina, e travadas muitas lutas pela melhoria das condições de trabalho do médico e da saúde no Tocantins, nos manifestamos, solicitamos apoio de várias instituições competentes como os ministérios públicos federal e estadual, por meio da imprensa informamos sobre as mazelas a todos, sociedade, poderes constituídos, e muitas vezes não fomos ouvidos, mesmo assim não nos calamos.

Foram essas algumas das nossas contribuições frente a esta casa, que muito contribuiu com o meu engrandecimento, por isso sempre terei pelo CRM-TO amor, carinho e respeito.

Saibam não descansei um só minuto e tive a melhor das intenções, por isso me coloco a disposição quando precisarem de mim como médico, colega ou ex-gestor que aqui muito aprendeu.

Finalizando, não poderia deixar de agradecer inicialmente a DEUS e minha Esposa Keyla Tomasella pelas momentos de ausência do convívio familiar, devido solicitações que o cargo exigia.

A todos os Conselheiros da Gestão 2008-2013, inclusive aos 11 colegas que irão permanecer nesta casa de ética durante esta próxima gestão, em nome dos diretores e coordenadores (Drª Lourdes Casagrande – Vice-Presidente, Dr. Jorge Guardiola – 1º Secretário, Dr. Elto Quintino-Tesoureiro, Dr. João Ramos – 2º Secretário, Drº Mucio Guilherme – Corregedor Drº. Ary Ismael – Corregedor Adjunto Depto Fiscalização – Dr. Eduardo Braga Educação Médica Continuada Drª Ana Virginia ) pelo apoio e dedicação nesta árdua tarefa que acabamos de cumprir.

Um agradecimento em “ESPECIAL” a todos nossos colaboradores que com total dedicação propiciaram e auxiliaram para concretização de nossa ARDÚA TAREFA em defesa do Médico e da Medicina Tocantinense.

A FELICIDADE não é algo que apareça pronta a CONSUMIR. Esta vem a partir das nossas PRÓPRIAS AÇÕES”. (Dali Lama)

Obrigado pela oportunidade, boa sorte a todos.

 
Discurso de Posse

Senhoras e Senhores, boa noite!

É com satisfação que tomo posse como presidente desta tão nobre casa de ética profissonal. Cumprimento todos os presentes, em especial meus nobres colegas conselheiros que aceitaram o desafio de assumir a gestão do CRM-TO nestes cinco anos.

Reconheço e agradeço a presteza o empenho e o cavalheirismo do caríssimo colega médico Dr.  Nemésio Tomasella que esteve a frente desta casa nestes últimos anos.

Peço desculpas aos senhores  pela minha falta de habilidade com as palavras, porém como me foi delegada essa função, pelos meus pares, vamos em frente.

Como peça inicial, voltarei a década de 80 em que eu trabalhava em ananás Tocantins, e lá eu exercia uma medicina generalista...  Pediatria, clínica médica, obstetrícia, e outras (eu era o único). Falo isso porque, este ano ao visitar um hospital numa pequena cidade do Tocantins, me deparei com um jovem médico fazendo uma sutura no braço de uma criança, por volta de 21 horas, com o auxilio de uma lanterna como foco. Como eu fiz há 30 anos. Essa situação me levou a pensar muito sobre a evolução da medicina que eu assisti e participei nestes 37 anos de exercício. Se por um lado houve um  aumento expressivo na  perspectiva de vida do brasileiro e uma melhora substancial nos meios diagnósticos, não assistimos, porém, uma melhora das condições de trabalho do médico no interior. O que nos deixou perplexos e desapontados.

Em 1988 com o advindo do SUS, o financiamento dos hospitais do interior foram prejudicados com o direcionamento das autorizações de internações hospitalares dos pequenos hospitais, para os hospitais regionais, com consequente retorno do médico para as cidades pólos e consequentemente o fechamento dos hospitais pequenos, portanto vimos que ao inves de fixar o médico no interior, houve um movimento contrario, pela má gestão do SUS.

Nós defendemos o SUS como o melhor plano de saúde do mundo, pois antes dele quem não tivesse a carteirinha do inamps só conseguiria atendimento médico por dinheiro ou pelas entidades filantrópicas. Não houve melhora do financiamento do SUS nestes últimos anos, visto que: eu, como cirurgião, quando faço um procedimento de uma cirúrgia de hérnia inguinal unilateral, recebo dos SUS um total de r$ 146,96, sendo que 30% desse valor vai para o anestesista, 20% para o auxiliar e 25% para o imposto de renda, restando para o médico r$ 50 reais pagos com o atraso de mais ou menos 40 dias. Isto para diagnosticar, operar, fazer o pós operátorio e ainda se houver complicação responder algum processo. É complicado não é?

Em relação às escolas médicas, tenho alguns dados também, primeiro somos o 5º plantel de médicos do mundo, cerca de 400 mil médicos, atualmente, 1,91 médicos por mil  habitantes. Temos o segundo maior número de escolas de medicina do mundo, precedidos apenas pela índia. No Tocantins com 139 municípios formaram-se no ano passado, 409 jovens médicos. Pergunto, aonde poderemos acomodá-los? Se já temos 2.200 médicos em atividade para uma população de 1,4 milhão de habitantes.

É com imenso prazer que podemos falar hoje da congruência de objetivos que tem o ministério público e a defensoria pública na defesa do cidadão, o CRM-TO com a sua ação fiscalizadora das atividades médicas objetiva observar, criticar , corrigir e apontar soluções para a gestão, meios de execução e execução do ato médico. Vejo, portanto que essas três entidades públicas privilegiam o cidadão comum, pois vão em sua defesa. Portanto longe de uma postura inquieta, com essas duas entidades guardiãs da sociedade, queremos sim uma parceria mais intensa, visto que os nossos objetivos são os mesmos, e não devemos atuar em paralelo. Exemplo disso são médicos noticiados que não cumpriam obrigações para as quais eram pagos, e com isso contribuíram para a generalização das criticas a todos os médicos, fato que nos indigna, e nos faz discordar da falta de ética desses profissionais que são a minoria.

Pelos dados tratados acima, números de médicos, formandos, escolas, a vinda de colegas estrangeiros não nos causa prurido, pois vêm para compor em uma distribuição irregular de médicos no brasil. Incomoda-nos sim o fato de nos serem impostos ao arrepio da lei, substimando a constituição e mostrando-se sensível à mais superficial inspeção do ministério do trabalho. Nos incomoda sim, pois 52% dos municípios brasileiros não produzem 20% do que consomem, sendo deficitários. E um médico pago pelo governo federal, cai como uma luva, para quem quer diminuir suas dívidas, tornando o “programa mais médico” um ótimo atrativo.  Existe, porém um outro viés, a maioria dos municípios tocantinenses, pobres como são, podem vir a dispensar seus médicos contratados (com despesa municipal) para substituí-los por um médico do programa federal.

Enfim pelo que observamos a situação está incomoda, mas haverá solução. A história dos regimes totalitários não foi sempre exitosa, e essa postura do governo em exercício, pode-lhe trazer consequências danosas.

Continuamos acreditando que o SUS ainda é a melhor solução, desde que seja devidamente financiado e que a ingerência da política na saúde seja em benefício da população. 

Obrigado a todos!

 
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